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Velejar em solitário. Solitude e harmonia.



Para muitas pessoas velejar em solitário não é uma questão de escolha, mas sim a única opção. A boa notícia por traz dessa "falsa solidão" é que velejar em solitrário é uma das modalidades mais prazerosas que existe no mundo da vela, uma forma muito especial de estar em solitude e não em solidão.


A solitude é um estado de isolamento voluntário e positivo, um momento para estar apenas com você, seus pensamentos e sentimentos de uma forma positiva e prazerosa. Já a solidão é uma condição associada à dor e à tristeza. A solidão é um sentimento de vazio, é o desejo de ter a companhia das pessoas, mas não ter.


Velejar em solitário é estar em solitude, em harmonia, interagir com a natureza e com o seu barco. Estar presente. Uma oportunidade de criar uma linda conexão entre você, seu barco e a natureza.


Seja em um cruzeiro simples, em longas travessias oceânicas ou em regatas, velejar em solitário atende à todos esses propósitos, cabe ao velejador estar preparado. Muitos são os casos conhecidos de velejadores em solitário com grandes feitos: Joshua Slochum, Bernard Moitissier, Alexo Belov, Amyr Klink e Tamara Klink são nomes importantes na arte de velejar em solitário. Todos com livros publicados contando suas sagas pelos mares do mundo. Leitura "obrigatório" para os adeptos da vela oceânica em solitário.



Ser um velejador solitário te aproxima de ser um velejador completo, pois ao velejador cabem todas as funções à bordo, desde as mais simples às mais complexas. Nesse sentido, estudar e treinar passa a ser um pré-requisito para quem pretende se tornar um comandante solitário. Outro aspecto fundamental é o equipamento, o barco. Muitas são as possíveis adaptações que podem ser feitas à bordo visando facilitar a faina durante a navegação solitária.


Particularmente sou um amante da velejada em solitário. Sempre que posso, estou a bordo do Kaluanã sozinho. Busco nesses momentos me conectar ao barco como se fossemos um só, confesso que falo com o barco e me conforta crer que ele escuta, mesmo sabendo que não. A fantasia faz parte da arte.


Em solitário é uma excelente oportunidade para prestarmos atenção no comportamento do barco nas mais diversas condições de vento e mar. Cada novo barulho à bordo, cada ajuste feito nas velas é percebido pelo comandante. Nessa hora quem fala é o barco, o comandante apenas sente...

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